
Não, você não leu errado, é exatamente isso mesmo que trata esse texto. Muitas vezes, para falar a verdade, sempre, nós buscamos a fama, o sucesso, ou como podemos resumir aqui, o título. E muitas vezes, quase sempre, somos maquiavélicos com Deus, afinal "os fins são mais importantes que os meios". Todos os meios são "lícitos" para chegar aos fins? Hoje a igreja está interessada em relatórios de crescimento, rol de dizimistas, valores apurados, taxas e impostos, regras de jogos de tabuleiro... – Você só pode ajudar tal pessoa, se ela fizer um cadastro na igreja, ter sua análise aprovada, e após isso, ela deve fazer a escolinha de pré ajuda, aí sim, você pode ir em sua casa e orar pela saúde dela, mas corra porque ela só tem dois dias de vida...
Temos criado regras que não interessam espiritualmente. Temos criado premiações que não somam espiritualmente.
Não desejo ser pastor para agradar denominações, regras humanas.
Não desejo ser pastor que trabalha fechado em sua igreja, esquecendo que existe um reino e um exército para o qual fui alistado na cruz do Calvário.
Não desejo ser pastor que não prega salvação, ou que quando prega está pensando somente no aumento de número de pessoas, que somadas ajudarão a conquistar alguns prêmios no fim de um período.
Não desejo ser pastor que não compreende a vontade de Deus para esta geração.
Não desejo ser pastor que não pensa eternamente, que pensa só no momentâneo, no aqui e agora, nem que tem consciência do céu e inferno, e que tenha a responsabilidade de levar mais pessoas para o primeiro e ensinar que o segundo é o destino final do diabo.
Não desejo ser pastor apenas para ter um notebook da moda, usar a marca de roupa do momento, o perfume, a água com gás, etc...só porque sou pastor. Tenho que ser exemplo dos fiéis e não top model de griffe de roupa. As pessoas tem que olhar para mim e ver, Cristo em mim.
Não desejo ser pastor para que as pessoas me sirvam, afinal o pastor é que é servo.
Não desejo ser pastor para engrandecer nomes de homens, mas tenho que engrandecer o nome do Senhor.
Não desejo ser pastor para ter email, celulares, comunidades no orkut e outras novidades tecnológicas e virtuais, e não manter vivo um relacionamento real e direto com o próprio Deus. Afinal, Deus é o meu provedor, com conexão viva, real e banda larguíssima...
Não desejo ser pastor que só sabe o que é amor em pregações, ou as suas diversas formas de escrita e compreensão em grego e aramaico, mas não o compreende na prática.
Não desejo ser pastor que mendigo ou criança de rua para ele, são apenas infelizes que pecaram tanto que até Deus virou o rosto para eles.
Não desejo ser pastor que acredita que prosperidade é possuir o carro importado do ano, mesmo que na sua congregação existam pessoas que nem tem um ovo frito para comer. E que aliás, mantém uma ação social na igreja para "diminuir" o peso da consciência e dormir mais feliz.
Não desejo ser pastor que não compreende a dor de cada ovelha, suas mazelas e fraquezas.
Não desejo ser pastor que não gosta de colocar a mão na massa, de "sujar" a roupa para poder trazer a ovelha de volta para a casa do Pai.
Enfim, não desejo ser pastor apenas para ser pastor, como premiação da minha capacidade e eficiência, por merecimento, e desta forma ser comprometido com um sistema e não com o Reino e o seu Senhor. Tudo bem, pode ser que nunca eu seja pastor, mas de uma coisa eu vou ter certeza, jamais vou vender os valores que dentro de mim existem, pois para mim é mais importante ter o Senhor. Mesmo que o título nunca venha, mas ninguém pode tirar de mim a presença de Deus e as experiências que eu tenho com Ele. Isso vale muito mais que qualquer premiação humana.